Lasar Segall nasceu em 1889 na cidade de Vilna que na época pertencia ao território da Rússia. Em 1906 ele emigrou para a Alemanha onde deu continuidade ao seu aprendizado artístico nas Academias de Arte de Berlim e Dresden. Em 1923 Lasar Segall migrou novamente, desta vez para o Brasil. As obras do artista começaram a ser aceitas em coleções públicas e privadas na Alemanha, especialmente a partir de 1917, quando ele aderiu definitivamente à estética de vanguarda. Essa boa aceitação se intensificou com a implantação da República de Weimar, em 1919, que derrubou o regime imperial tradicionalista e abriu as portas dos museus às obras que desafiavam as linguagens artísticas tradicionais.

Durante os 15 anos da República de Weimar os museus alemães incorporaram cerca de 16 mil obras de arte de vanguarda e moderna aos seus acervos. Nesse período cerca de 50 obras de Lasar Segall foram compradas por instituições públicas de toda a Alemanha e várias dezenas passaram a integrar importantes coleções particulares. Esse ciclo chegou ao fim em 1933, com a ascensão do nazismo, quando a arte moderna tornou-se alvo de perseguição.

Lasar Segall pintando Lucy, 1940

Radicado no Brasil, Segall incorporou-se ao nascente movimento modernista, sendo um de seus expoentes. Nas décadas seguintes, Segall ofereceu sua contribuição para o desenvolvimento da cultura no país. Durante a sua trajetória artística, Lasar Segall escreveu e publicou textos, proferiu conferências e, sobretudo, pintou, gravou e esculpiu incessantemente, buscando sempre manter-se fiel aos seus ideais estéticos.

O artista faleceu na cidade de São Paulo, em 1957, aos 68 anos, sendo reconhecido, já na ocasião, como um dos grandes nomes da arte moderna brasileira. O Museu Lasar Segall funciona na casa em que o artista viveu e é responsável por preservar a sua memória e produzir conhecimento sobre sua obra.